O contato e o desenvolvimento de uma troca efetiva de experiências com grupos convidados (residências) a se apresentarem na sede da paidéia, de práticas teatrais e do desenvolvimento do trabalho em grupo, possibilita rever, descobrir e ampliar nossas próprias experiências, estreitando um relacionamento pró-ativo com as companhias que já participaram da residência, entre eles, o Grupo dos Sete, São Jorge, Manicômicos, Nova Dança, Dulce Muniz..
Durante o mês de agosto teremos a presença de Juliana Jardim
Juliana Jardim,
Atriz e educadora, doutoranda pela ECA-USP com a pesquisa Nome não dá: nome recebe. O dizer de uma escuta. Consultora de teatro do projeto Diálogos e Reflexões com Educadores - Teatro (CCBB, SP), durante todo o ano de 2007, do qual é autora do material didático e coordenadora dos encontros. Professora da USJT desde 2005 (Interpretação e Encenação) e professora convidada da USP em 2006-08 (Improvisação e Interpretação), foi orientadora artística do Jogando no quintal em 2006/07, ano em que trabalha também com o Ler é uma viagem. Esteve no Mali e no Burkina Faso em 2003 e 2007/08, onde participou do Festival Yeleen de contadores de história e do primeiro estágio realizado na África pelo griot e ator Sotigui Kouyaté, companheiro de Peter Brook por 22 anos no CICT em Paris. Foi responsável por todos os estágios e conferências de Kouyaté realizados em São Paulo em 2003, 2004 e 2006, para artistas, contadores de história, profissionais das áreas de saúde e educação. Atriz de mais de 20 peças, Co-diretora artística no Rio de Janeiro, em 2002 e 2003, dos projetos Território Cultural e A casa/Escolas de Paz.
A idéia de que a narrativa do saber pessoal é uma possibilidade de emancipação para quem fala e para quem ouve; que o relato de experiências, ao tornar-se público, passa a ser colaborativo; que o conhecimento pessoal e profissional, ajudam os ouvintes a transcender a sua situação, a refletir as suas próprias condições, a aprender com a experiência alheia, é a base que fundamenta o Projeto Perdigoto.
Pensando nessas premissas, que o projeto recebeu o nome de Perdigoto que no dicionário significa: “Salpico de saliva que alguém lança quando fala.” Sabemos que a saliva tem a propriedade de contaminar quem for “atingido” por ela e que através dela as “epidemias-saberes” se alastram.
Coordenado por Christine Röhrig, o projeto não só conta com a participação de profissionais que trabalham diretamente com o teatro ou na área da cultura mas também daqueles cujos conhecimentos constituam base importante para a formação do indivíduo enquanto cidadão, permitindo ao jovem a construção de um posicionamento crítico concreto. Buscamos a multidisciplinaridade numa abordagem transversal do fazer teatral.
Já participaram do Perdigoto:
Renato Teixeira (músico e compositor); Walderez de Barros (atriz); Toni Venturi (cineasta); Cézar Bazanni (médico antroposófico); Naum Alves de Souza (diretor teatral e escritor); Claudia Calbucci Renaux (juíza de direito); Fernando Bonassi (escritor, jornalista e roteirista); Otavio Frias Filho (editor da Folha de São Paulo); Modesto Carone (escritor e tradutor de Kafka); Cláudio Galperim (escritor e roteirista); Fabio Olmos (ornitólogo); Amauri Falsetti (diretor da Paidéia); Mathias Pees (dramaturgista e produtor teatral); Marcio Aurélio (diretor Teatral); Guto Lacaz (artista, performer); Wolfgang Gauer (cineasta); Gabriel Vilella (diretor teatral); Alcides Nogueira (escritor, dramaturgo, autor de teledramaturgia); Lílian Witte Fibe (jornalista); Alcino Leite Neto (jornalista e editor de moda); Marko Abrajovic (arquiteto); Miguel Filiage (medicina chinesa e acupuntura); Alvise Camozzi (ator e diretor teatral); Mario Pantaleon (miniaturista, cenógrafo); Etty Fraser (atriz)
O projeto é realizado mensalmente (um sábado por mês das 11:00 às 13:00 hs) e destina-se aos jovens participantes dos projetos da Paidéia e à comunidade e é aberto ao público em geral.
Próximo convidado: Claudio Fontana ator de cinema, teatro e TV e produtor cultural. Atuou com Paulo Autran na peça “Adivinha quem vem para rezar”, produziu inúmeros espetáculos teatrais e atualmente faz parte do elenco da novela de Alcides Nogueira “Ciranda de Pedra”.
PROJETO PARCERIAS Com Escolas, Ongs.
Durante os últimos anos, temos efetivado e aprofundado o processo de parcerias com escolas públicas, privadas e Ongs da região, para que os profissionais envolvidos possam ter condições de ampliar seus conhecimentos sobre as artes cênicas, contribuindo para que o Teatro tenha destaque em seus programas educacionais.
O repertório de espetáculos da Cia. Paidéia é o desencadeador e promotor do processo das parcerias. Os espetáculos constituem um programa de trabalho que busca ampliar e manter o contato direto com os outros grupos, respeitando a realidade de cada organização e seus objetivos e contribuindo para despertar nos alunos, professores e participantes a compreensão da arte como forma de entender, interpretar e transformar o mundo.
Com escolas seus Alunos e Educadores.
Desde o começo do ano de 2006, com alunos e do ano de 2007, com os alunos e professores da EMEF Carlos Andrade Rizzini, desenvolve-se uma parceria que visa fundamentalmente promover, por meio da vivência teatral, o contato direto e freqüente com as artes e descobertas para o exercício da cidadania.
Com 120 alunos distribuídos em 6 núcleos, coordenados pelos atores da Cia. Paidéia desenvolvem atividades e objetivos como :
* Promover um processo capaz de facilitar e estimular a expressão (oral e escrita), por meio da leitura e da produção textual; a expressão corporal, por meio de jogos teatrais, a criatividade que envolve essas atividades: a sensibilidade à arte (música, dança, além é claro do próprio fazer teatral).
* Trabalhar com temas como a inclusão social, cidadania, cultura da paz e direitos humanos, além de estimular a necessidade e a importância de se freqüentar a escola.
* Estimular a auto-estima e o trabalho em grupo, para que educadores e educandos sejam atuantes em sua comunidade. Despertar o sentido de visão de mundo, na qual o indivíduo possa se encontrar com seu potencial de atuação cidadã.
* Apresentar, ao final do período de trabalho, um espetáculo com o resultado alcançado em todos os núcleos.
Em reunião entre Paidéia e coordenação da EEMF Carlos Rizzini, para tratar das oficinas oferecidas aos professores, foram destacados os seguintes objetivos para o desenvolvimento do programa de trabalho:
* Proporcionar uma vivência e uma experiência do fazer teatral.
* Instrumentalizar o professor para que ele possa buscar outras linguagens e criar novas práticas, quebrando a rotina na sala de aula.
* Desenvolver e recuperar a relação humana, favorecer a comunicação entre professor/aluno e entre aluno/professor.


